Aquisição foi feita por meio de 38.980.117 ações de emissão. Empresa realizará uma teleconferência na tarde desta quarta-feira para detalhar a operação

A Cosan (CSAN3) anunciou na noite de terça-feira que adquiriu 38.980.117 ações de emissão da América Latina Logística (ALLL3) por 896,542 milhões de reais, equivalentes a 5,67 por cento do capital da operadora logística.

A maior produtora de açúcar e etanol do Brasil firmou acordo com os acionistas Riccardo Arduini e Julia Dora Koranyi Arduini para aquisição de 21.977.775 ações ordinárias da ALL, ou 3,2 por cento do capital da companhia.

A Cosan adquiriu ainda ADRs equivalentes a 17.002.342 ações ordinárias da ALL, representativas de 2,47 por cento do capital da empresa, da neo-zelandesa Global Market Investments (GMI).

“O interesse da Cosan é investimento de longo prazo e, nesta data, a Cosan não detém nenhuma ação ou debênture conversível em ação de emissão da companhia (ALL)”, afirmou a empresa de açúcar e etanol no comunicado.

A operação ainda depende da obtenção de autorizações governamentais e aprovações regulatórias necessárias.

A Cosan informou ainda que realizará uma teleconferência na tarde desta quarta-feira para detalhar a aquisição, ainda sem horário definido.

Fonte: Exame

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Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre este ano em 5,24%. A previsão da pesquisa divulgada na semana passada era 5,29%. Para 2013, houve ligeira alta na projeção, de 5% para 5,02%. Essas estimativas estão acima do centro da meta de inflação – 4,5% –, mas dentro do limite superior de 6,5%.

Os analistas consultados esperam que a taxa básica de juros, a Selic, usada como instrumento para controlar a inflação, caia este ano, mas retorne para o atual patamar (10,5% ao ano) em 2013. A previsão para o fim deste ano segue em 9,5% ao ano há dez semanas, e para 2013 permanece em 10,50% ao ano desde a pesquisa anterior.

Outra estimativa dos analistas é para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,21% para 5,02% este ano, e foi ajustada de 4,83% para 4,88% em 2013.

A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 4,86% para 4,65% este ano e de 4,97% para 4,93%,em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção passou de 4,78% para 4,62% em 2012 e permanece em 5% no próximo ano.

A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 4% este ano e em 4,5%,em 2013.

Fonte: Agência Brasil

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Cientistas lutam há mais de um ano pela aprovação de um código que crie mecanismos para estimular a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas na concepção de novos produtos e processos produtivos. Projeto de lei com esse objetivo foi proposto pelo meio acadêmico ao governo, que enviou o texto ao Congresso Nacional no ano passado.

“É hora de o Brasil – que já tem Código de Trânsito, Código Penal, Código Florestal – ter também um código para a ciência, tecnologia e inovação. Isso vai ajudar o país a acelerar o seu desenvolvimento científico e tecnológico”, avalia o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Mario Neto Borges. Em sua opinião, o código, que tramita simultaneamente na Câmara dos Deputados e no Senado, pode permitir maior inserção internacional da ciência feita no Brasil e aprimorar a fiscalização dos órgãos de controle.

Além do desenvolvimento científico, há perspectivas de ganhos econômicos. O projeto de lei cria mecanismos para estimular a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas, para que, juntos, promovam a inovação.

Entre esses mecanismos, está o compartilhamento, com empresas privadas, de laboratórios, equipamentos, instrumentos e materiais hoje disponíveis nas chamadas entidades de ciência, tecnologia e inovação (ECTI) públicas (como as universidades e as unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). De acordo com o projeto, as ECTI poderão ser remuneradas, bonificar os pesquisadores e celebrar contratos de transferência tecnológica.

O projeto de lei ainda autoriza a União, os estados, municípios e as agências de fomento a fazer “concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infraestrutura” a ECTIs privadas com fins lucrativos. Empresas inovadoras poderão ser beneficiadas com subvenção econômica, financiamento, participação societária do Estado e encomendas para o desenvolvimento de tecnologia.

A flexibilização dos mecanismos de apoio e a parceria entre Estado e iniciativa privada são propostas bem vistas no meio empresarial e poderão ser decisivas para reverter a tendência de diminuição da importância econômica da atividade industrial. “A inovação é uma saída para a chamada desindustrialização”, opina Célio Cabral, gerente de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo ele, o país sofre processo prematuro de desindustrialização em função da invasão de produtos manufaturados importados a baixo custo, e a inovação pode reverter esse cenário, com redução de custo e diferenciação de produtos. “A inovação mostra-se como imperativo. Fazendo um paralelo, é como a qualidade total nas décadas de 1980 e 1990”, pondera Cabral. “É preciso gestão de inovação nas empresas. Temos que tratar a inovação de forma sistêmica e perene para que não seja uma iniciativa isolada”.

Ao tomar posse no mês passado, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu o novo marco legal para o setor. “É necessária uma estrutura legal que possibilite a interação público-privada. Precisamos também aperfeiçoar o marco legal e incrementar  os mecanismos de incentivo à inovação para que mais empresas passem a realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento de modo crescente e contínuo”.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, tem avaliação semelhante e considera o código importante para melhor inserção econômica do país. “Ou mudamos as leis ou fica inviável competir”, apontou.

Há também a expectativa de que o código facilite a realização de contratos nas ECTIs públicas e a importação de insumos para a pesquisa, e assegure o acesso de cientistas brasileiros e de empresas nacionais ao patrimônio genético da biodiversidade no território brasileiro, tanto em pesquisas básicas quanto em estudos com finalidade industrial.

Fonte: Agência Brasil

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